Reflexão

“Nunca tivemos tantas opções para decidir nosso destino.
Nenhuma escolha será boa, porém, se não soubermos quem somos” (Peter Drucker)


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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Nada é para Sempre

A escolha da carreira não precisa ser definitiva; satisfação pessoal, retorno financeiro e qualidade de vida formam o tripé da felicidade profissional

 


Decidir a faculdade que se pretende cursar e a profissão que vai abraçar durante toda a vida é um dos momentos que mais angustiam os adolescentes. E quando, depois de anos de estudo, você passa no vestibular e descobre que o curso não era aquilo que imaginava? Não se sinta sozinho. Muitos vivem essa mesma angústia, mas têm a coragem de mudar o rumo da história e recomeçar, mesmo depois de adultos. 

Lucas de Oliveira Macedo, 21 anos, é um exemplo de que se pode mudar sem grandes traumas. Quando terminou o Ensino Médio, sabia que queria cursar a área de Humanas e ganhar dinheiro com a futura profissão. Começou a fazer Direito e em seis meses largou o curso, para tristeza dos pais. "Não me identifiquei com as disciplinas, minhas notas não foram tão boas quanto eu esperava. Saí", recorda. "Minha família ficou bastante chateada." O rapaz chegou a cogitar Filosofia, mas acabou indo para a Psicologia. "Já estou no 3º ano. É realmente o que quero. E se eu não estivesse feliz, mudaria de novo. Talvez, no futuro ainda faça filosofia", planeja.
 

A psicóloga Thaís Bruschi, com formação em Orientação Profissional de Carreira, afirma que 70% de seus pacientes são jovens que não se adaptaram à universidade e outros que estão descontentes com a vida profissional. Trinta por cento são adolescentes buscando ajuda para descobrir a vocação. "A primeira escolha, em geral, é a profissão que os pais já atuam, ou que é promissora e o jovem faz a projeção em alguém que tem sucesso na área."
 
De acordo com a profissional, dentro da orientação vocacional são vistos três aspectos: a felicidade profissional, o retorno financeiro e qualidade de vida. "Se quebrar um ponto não podemos falar em felicidade profissional", observa. "Não adianta ter o dinheiro e odiar o que faz."
 

Há casos ainda de jovens que cursam determinada faculdade porque foram persuadidos a isso, geralmente pelos pais, mas não terminam nem o primeiro ano. Outros, no entanto, levam o curso até o fim porque acham perda de tempo abandonar. "É grande a taxa de gente insatisfeita", diz Thaís. "E meu propósito que é as pessoas amem a segunda-feira assim como a sexta."
 

A orientadora comenta que às vezes o problema não está na carreira profissional, mas sim na área de atuação. Conta que uma cliente fisioterapeuta estava bastante insatisfeita com seu trabalho e procurou ajuda. "Ela redescobriu a fisioterapia, abriu um estúdio de pilates e pole dance e está muito feliz. É uma empreendedora."
 

Iasmim Obara, de 17 anos, procurou orientação vocacional para escolher seu curso. Aluna do 3º ano do Ensino Médio, até o ano passado não sabia a faculdade que escolheria. "Não tinha noção de nada. Estava perdida", fala a jovem. "Vinha à minha cabeça Direito por causa da influência do meu pai, que sempre falava da profissão." A orientação, segundo Iasmim, ajudou muito. "Na verdade, me fez descobrir que o que realmente gosto está no dia a dia." A estudante está determinada a cursar publicidade e propaganda na Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Reportagem publicada da Folha de Londrina no 14.01.2017

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Um momento para a mudança

Todos nós temos sonhos. Alguns são pequenos, outros são grandes. A maioria é possível e uma boa parte destes sonhos são bem desafiadores.

Provavelmente você conheça ou já tenha ouvido milhares de história de sonhos que foram realizados, desafios que foram superados e mesmo até de pessoas que se emocionam por nunca terem conseguido alcançar aquilo que desejavam. Vemos também várias histórias de realização após um acidente, uma tragédia ou um trauma e algumas de pessoas que tiveram seus sonhos e brilho nos olhos interrompidos por momentos como estes.

O que distingue as pessoas que realizam seus sonhos daquelas que não conseguem?

Muitas pessoas não valorizam o sonho por ele ser pequeno e por isso acreditam que uma hora, de alguma maneira, aquilo vai acontecer. Outros já vêm o sonho como algo tão grande que seria impossível de realizar, aí adivinhe, também não fazem nada para concretizá-lo.

Muitos esperam um momento, um acontecimento, as vezes até um milagre, para dar um significado, um sentido à vida.

Quando eu for grande...
Quando eu passar no vestibular...
Quando eu arrumar um emprego...
Quando eu for promovido
Quando eu casar...
Quando eu tiver filho...
Quando eu tiver uma casa
Quando eu me aposentar....
Quando...
Quando?

E assim a vida passa...e talvez o momento da realização nunca chegue. Dar tempo, prazo, é essencial, porém esperar por esse momento, ou condicionar a sua felicidade, o seu engajamento, a sua ação para iniciar um sonho, provavelmente não é uma boa estratégia.


Parece que é preciso que algo externo aconteça para tirar a pessoa do “marasmo da vida”, trazendo-a de volta ao mundo real, de possibilidades, escolhas e responsabilidades. E o fato é que as coisas acontecem, o tempo todo, entretanto, nem sempre estamos prontos, abertos ou atentos a estes eventos. Esperamos grandes coisas e não enxergamos as grandes pequenas coisas que acontecem, a todo momento.

A verdade é que não é o tamanho ou complexidade do seu sonho que vai ser determinante para que ele se realize, o que realmente faz a diferença é a importância que você dá a ele.

Se você olhar para você hoje, diria que está satisfeito com a vida que tem? Com as escolhas que fez? Com as realizações que tem alcançado?
Como estão os seus sonhos? Definidos, planejados, guardados ou perdidos?
E as suas ações? O que você faz, o que está fazendo e o que planeja fazer, te aproxima ou te afasta de onde você quer chegar?

Quem não faz pequenas coisas, não realiza grandes coisas. Defina, decida, comece! Faça isso agora! Talvez essa seja a hora! Talvez esse seja o momento que você estava precisando para tomar as rédeas de sua vida e fazer acontecer. Faça acontecer!


Também disponível em: Blog Juntus Coworking